Mundo
UE responde a ameaças de Trump: "Parceria com Canadá não é dirigida contra ninguém"
Donald Trump não gostou da proposta de Bruxelas sobre a criação de um estatuto de "membro associado" para o Canadá, ameaçando a UE com tarifas. O bloco respondeu que a medida não é dirigida aos EUA.
Bruxelas garantiu esta quinta-feira que a intenção de tornar o Canadá o primeiro “membro associado” da União Europeia não constitui uma aliança antiamericana. As declarações surgem depois de Donald Trump ter classificado a proposta de “ridícula” e ameaçado com tarifas contra a Europa.
“A proposta de reforço da nossa parceria com o Canadá não é dirigida contra ninguém”, assegurou Olof Gill, porta-voz da Comissão Europeia para o Comércio.
Esta semana, no discurso do Estado da União, a presidente da Comissão Europeia propôs que o Canadá se tornasse o primeiro “membro associado” da UE. Jornal da Tarde | 17 de setembro de 2026
“Vemos o mundo com os mesmos olhos: desde a Inteligência Artificial às alterações climáticas, do Ártico à geopolítica”, sublinhou Ursula von der Leyen na presença do primeiro-ministro Mark Carney, apelando a um “futuro comum”.
Em resposta, Donald Trump ameaçou na quarta-feira romper as relações comerciais com a UE.
"Se eu considerar que se trata de um ato hostil, vou impor tarifas muito pesadas ou vou interromper o comércio com a Europa em muitos setores", declarou o presidente norte-americano, classificando a proposta europeia como "ridícula".
O ministro francês para a Europa, Benjamin Haddad, reagiu às ameaças de Donald Trump dizendo que os Estados Unidos não têm poder para vetar as escolhas geopolíticas da UE.
"Não cabe aos Estados Unidos nem a mais ninguém escolher a orientação política e geopolítica dos europeus", afirmou numa entrevista à estação Public Sénat esta quinta-feira.
Já o ministro francês dos Negócios Estrangeiros saudou a proposta, assegurando que Paris quer “criar laços cada vez mais estreitos com o Canadá”. Jean-Noël Barrot alertou, porém, que este projeto terá de ser “debatido, examinado e analisado” antes de França assumir uma posição definitiva.
Sobre a posição de Donad Trump, considerou que “a soberania é como as fronteiras, é como a democracia: não é negociável”.
O estatuto de “membro associado” proposto para o Canadá não está juridicamente definido nos tratados da UE. No entanto, a Alemanha propôs recentemente que a Ucrânia beneficiasse desse estatuto para poder participar nalgumas reuniões ou cimeiras, apesar de não dispor de direito de voto.
c/ agências
“A proposta de reforço da nossa parceria com o Canadá não é dirigida contra ninguém”, assegurou Olof Gill, porta-voz da Comissão Europeia para o Comércio.
Esta semana, no discurso do Estado da União, a presidente da Comissão Europeia propôs que o Canadá se tornasse o primeiro “membro associado” da UE. Jornal da Tarde | 17 de setembro de 2026
“Vemos o mundo com os mesmos olhos: desde a Inteligência Artificial às alterações climáticas, do Ártico à geopolítica”, sublinhou Ursula von der Leyen na presença do primeiro-ministro Mark Carney, apelando a um “futuro comum”.
Em resposta, Donald Trump ameaçou na quarta-feira romper as relações comerciais com a UE.
"Se eu considerar que se trata de um ato hostil, vou impor tarifas muito pesadas ou vou interromper o comércio com a Europa em muitos setores", declarou o presidente norte-americano, classificando a proposta europeia como "ridícula".
"Se for uma boa intenção, tudo bem. Se for uma má intenção, vamos impor tarifas muito pesadas à Europa", frisou.
A comissária europeia para o Alargamento, Marta Kos, disse esta quinta-feira que "a Europa nunca foi tão atraente como é hoje".
"Quando falo de atratividade, não me refiro apenas a tornar-se ou não membro da União. Refiro-me à vontade de trabalhar mais de perto connosco ou de explorar outras formas de cooperação que ainda não considerámos, como acontece com o Canadá", referiu.
"Quando falo de atratividade, não me refiro apenas a tornar-se ou não membro da União. Refiro-me à vontade de trabalhar mais de perto connosco ou de explorar outras formas de cooperação que ainda não considerámos, como acontece com o Canadá", referiu.
Soberania "não é negociável", diz Paris
O ministro francês para a Europa, Benjamin Haddad, reagiu às ameaças de Donald Trump dizendo que os Estados Unidos não têm poder para vetar as escolhas geopolíticas da UE.
"Não cabe aos Estados Unidos nem a mais ninguém escolher a orientação política e geopolítica dos europeus", afirmou numa entrevista à estação Public Sénat esta quinta-feira.
Já o ministro francês dos Negócios Estrangeiros saudou a proposta, assegurando que Paris quer “criar laços cada vez mais estreitos com o Canadá”. Jean-Noël Barrot alertou, porém, que este projeto terá de ser “debatido, examinado e analisado” antes de França assumir uma posição definitiva.
Sobre a posição de Donad Trump, considerou que “a soberania é como as fronteiras, é como a democracia: não é negociável”.
O estatuto de “membro associado” proposto para o Canadá não está juridicamente definido nos tratados da UE. No entanto, a Alemanha propôs recentemente que a Ucrânia beneficiasse desse estatuto para poder participar nalgumas reuniões ou cimeiras, apesar de não dispor de direito de voto.
c/ agências